A reprise de Esmeralda (1997) chega ao fim nesta sexta-feira (27). O SBT resgatou a novela mexicana 25 anos após a primeira e até então única exibição no Brasil, em um período marcado pelo domínio dos folhetins da Televisa na programação do canal criado por Silvio Santos (1930-2024).
No ar de 6 de outubro de 2000 a 6 de março de 2001, quase sempre às 20h, Esmeralda dividiu a grade com títulos como Maria Isabel (1997), marco da carreira da estrela Adela Noriega, e Coração Selvagem (1993), um dos maiores clássicos da história da Televisa.
O site Duh Secco relembra estas e outras tramas da época em que a produção liderada por Leticia Calderón e Fernando Colunga arrebatava os brasileiros.
Sigo te Amando

As mexicanas invadiam a programação às 16h, com a primeira faixa da Tarde de Amor. Quando Esmeralda estreou às 20h, Sigo te Amando (1996), segunda novela da sessão – a primeira foi a venezuelana Kassandra (1992) –, estava na reta final.
Em cena, Luiza (Claudia Ramírez), apaixonada pelo médico José Ángel (Luis José Santander), mas obrigada a casar com Inácio (Sergio Goyri) para salvar a família da bancarrota e o irmão de uma condenação por erro médico.
Em 2019, o SBT exibiu outra versão da obra, A Que Não Podia Amar (2011), protagonizada por Ana Brenda Contreras.
Maria Isabel

Em novembro, Maria Isabel substituiu Sigo te Amando. Na trama, a índia vivida por Adela Noriega assume a criação de Rosa Isela (Ximena Sariñana), filha de uma amiga que faleceu repentinamente.
Para sustentar a garota com mania de grandeza, Maria Isabel se emprega na casa do milionário Ricardo Mendiola (Fernando Carrillo), que cai de amores por ela, para tristeza de inúmeras pretendentes.
Com este folhetim irresistível, a audiência da Tarde de Amor cresceu consideravelmente, dos 8,2 de média final de Sigo te Amando para 11,3. Apesar do êxito, Maria Isabel nunca foi reprisada.
Camila

Enquanto Esmeralda caminhava para as últimas semanas, em fevereiro de 2001, Maria Isabel deu lugar a Camila (1998) – estrelada por Bibi Gaytán e Eduardo Capetillo, casados, até hoje, na vida real.
Camila (Bibi) deixa o povoado em que vive à caça do marido, Miguel (Capetillo). O reencontro se dá no momento em que ele está subindo ao altar com a ricaça Mônica (Adamari López).
O público do SBT já conhecia o enredo, o mesmo de Viviana – Em Busca do Amor (1978), transmitida por aqui na década de 1980. Há dois anos, a emissora apostou em outra releitura, Contigo Sim (2021).
A Usurpadora

Exibida no horário nobre entre junho e novembro de 1999, com enorme sucesso, A Usurpadora (1998) foi escolhida, em julho de 2000, para inaugurar a segunda faixa da Tarde de Amor, às 16h50.
Quando lançou a sessão, aliás, Silvio Santos escalou o spin-off Além da Usurpadora para abrir os trabalhos, antes da estreia de Kassandra.
Além da Usurpadora destaca os principais acontecimentos envolvendo Paulina (Gabriela Spanic) e a família Bracho um ano após o término da trama; o casamento da heroína com Carlos Daniel é ameaçado pela ambição da babá Raquel (Yadhira Carrillo).
Coração Selvagem

Coração Selvagem (1993), um dos maiores êxitos de todos os tempos da Televisa, chegou ao SBT em dezembro de 2000 após uma passagem pouco lembrada pela CNT – Gazeta, em 1997.
No Golfo do México, em meados do século XIX, as irmãs Mônica (Edith González, 1964-2019) e Aimée (Ana Colchero) vivem paixões e intrigas com os meio-irmãos André (Ariel López Padilla) e João do Diabo (Eduardo Palomo, 1962-2003).
Coração Selvagem segurou os índices de audiência da primeira das sete reprises, até o momento, de A Usurpadora: 8,1 versus 8,9 pontos, respectivamente.
Em 22 de janeiro de 2001, o tempo de arte da Tarde de Amor, então com Maria Isabel e Coração Selvagem, foi estendido, ocupando o horário antes destinado a Chaves (17h40). No mesmo dia, o infantil Disney Club deu seu lugar às 18h para a reapresentação de Éramos Seis (1994), grande êxito do departamento de dramaturgia do canal hoje liderado pelas irmãs Abravanel.
Gotinha de Amor

A faixa das sete, antes reservada para Chiquititas (1997) passou a ser ocupada por Gotinha de Amor (1998).
A mexicana, concorrente direta da global Um Anjo Caiu do Céu, lançada no mesmo 22 de janeiro, possuía DNA brasileiro: o original, intitulado Pingo de Gente, foi escrito por Raimundo Lopes (1915-1999) e produzido pela Record em 1971.
O drama infantil focaliza Maria Fernanda (Laura Flores), que busca a filha Belinha (Andrea Lagunes) tirada de seus braços ainda bebê. Belinha foge do orfanato onde vive e é acolhida pelo feirante Jesus (Alex Ibarra), por quem Maria Fernanda, claro, se apaixona.
As novelas mexicanas eram tão prestigiadas pelo SBT que os sábados das semanas de término ou estreia eram dedicados a reapresentações do último capítulo e compactos dos cinco primeiros – sempre nos fins de tarde, em horários dedicados a filmes e séries.

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