3 novelas que podem substituir Quatro por Quatro no Globoplay Novelas

Trama de Carlos Lombardi chega ao fim em fevereiro

Marcello Novaes (Raí) e Leticia Spiller (Babalu) em Quatro por Quatro (Bazilio Calazans / Globo)

A transmissão de Quatro por Quatro no Globoplay Novelas se aproxima do fim. Nas redes sociais, há quem aponte como substitutas outras tramas exibidas pela Globo às sete, também marcadas pelo humor. O canal, no entanto, pretende adotar uma linha diferente, com folhetins repletos de drama. A apuração do site Duh Secco levou a três títulos, todos da faixa das seis – já reprisados e incluídos no catálogo do Globoplay.

Quatro por Quatro, cabe lembrar, ocupa três horários, 12h, 18h30 e 3h, com maratona aos domingos, 6h. Esta foi a segunda passagem da obra de Carlos Lombardi pela TV Paga. Em 2010, a história produzida em 1994 inaugurou o Canal VIVA. Curiosamente, Babalu (Leticia Spiller), Raí (Marcello Novaes) e companhia regressaram semanas antes do VIVA dar lugar ao Globoplay Novelas.

A próxima aposta da faixa estreia em 16 de fevereiro. No mesmo dia, o canal resgata O Rei do Gado (1996), clássico de Benedito Ruy Barbosa eleito pelas redes sociais para a vaga de Por Amor (1997), de Manoel Carlos (1933 – 2026) – no ar às 11h15 e 19h20.

Barriga de Aluguel

Barriga de Aluguel - Cássia Kis, Cláudia Abreu e Victor Fasano
Cássia Kis (Ana), Victor Fasano (Zeca) e Cláudia Abreu (Clara) em Barriga de Aluguel (Divulgação / Globo)

Em Barriga de Aluguel (1990), Clara (Cláudia Abreu), jovem em dificuldades financeiras, mergulhada numa crise emocional, aceita gerar o bebê de Ana (Cássia Kis) e Zeca (Victor Fasano). O material genético é todo do casal, mas o ventre é da moça que, diante das sensações que só uma gravidez propicia, decide ficar com a criança após o nascimento. A batalha judicial mobiliza todos os personagens, em especial João (Humberto Martins), caminhoneiro apaixonado por Clara.

Trama que a Globo levou anos para realizar, temendo a incompreensão do público quanto ao debate sobre reprodução humana, Barriga de Aluguel conquistou, às seis, índices de audiência dignos do horário das nove. Mérito da autora Gloria Perez, que transformou as discussões científicas e éticas em um melodrama calcado nas emoções das mães, a que cedeu o óvulo e a que gestou.

Barriga de Aluguel foi reapresentada em duas ocasiões. Em 1993, no Vale a Pena Ver de Novo, os 243 capítulos foram compactados em apenas 90. A íntegra pôde ser revista no Canal VIVA, em 2011.

Tropicaliente

Tropicaliente - Herson Capri e Silvia Pfeifer
Herson Capri (Ramiro) e Silvia Pfeifer (Letícia) em Tropicaliente (Divulgação / Globo)

As praias do Ceará abrigam o romance de Ramiro (Herson Capri) e Letícia (Silvia Pfeifer), protagonistas de Tropicaliente (1994). Separados na juventude, os dois se reencontram adultos, quando ele está casado com Serena (Regina Maria Dourado) e ela envolvida por François (Victor Fasano). Os conflitos vão além da reaproximação, já que a filha de Ramiro e Serena, Açucena (Carolina Dieckmmann), cai de amores por Vítor (Selton Mello), o desajustado herdeiro de Letícia.

O folhetim de Walther Negrão foi todo planejado pelo diretor artístico Paulo Ubiratan (1947 – 1998) para exaltar o estado nordestino. Sendo assim, Tropicaliente conseguiu impactar o turismo no Ceará, mesmo registrando números inferiores aos das antecessoras Mulheres de Areia e Sonho Meu, ambas de 1993 – numa grade turbinada pela Copa que rendeu o tetra à seleção brasileira de futebol e pela exitosa A Viagem.

A reprise no Vale a Pena Ver de Novo, em 2000, padeceu com cortes – 194 capítulos reduzidos para 79. Em 2014, o título ganhou outro repeteco, após sair vencedor de uma enquete promovida pelo VIVA, provando sua força junto à memória afetiva do público.

Anjo Mau

Anjo Mau - Gloria Pires
Gloria Pires como Nice em Anjo Mau (Divulgação / Globo)

O ponto de partida do remake de Anjo Mau (1997) é o emprego de babá conquistado por Nice (Gloria Pires) na mansão dos Medeiros. Infiltrada na família, ela descobre segredos e traições, como a de Ricardo (Leonardo Brício), amante de Paula (Alessandra Negrini), noiva de seu irmão Rodrigo (Kadu Moliterno). Nice, apaixonada por Rodrigo, articula a descoberta do caso, divide o clã e consegue galgar posições numa sociedade corrompida por interesses muito mais escusos que os dela.

A autora Maria Adelaide Amaral imprimiu novo ritmo à obra de Cassiano Gabus Mendes (1929 – 1993) que marcou a faixa das sete nos anos 1970. A atualização de Anjo Mau “engrandeceu” o original graças a alterações de perfis, como o de Rui Novaes (Mauro Mendonça), pai de Paula, e a criação de novos tipos, com destaque para a batalhadora Goretti (Lilia Cabral), vizinha de Nice, e as irmãs falidas Clô (Beatriz Segall) e Elisinha (Ariclê Perez), das relações dos Medeiros.

Anjo Mau foi resgatada em três ocasiões. Em 2003, a história impulsionou o Vale a Pena Ver de Novo, angariando a melhor audiência da sessão na década. 10 anos depois, a saga de Nice pintou no VIVA. Em 2016, outra passagem pelo ‘Vale a Pena’.

Escrito por Duh Secco

Sou apaixonado por TV e novelas desde a infância. Passei pelo blog Agora é Que São Eles e pelos sites Canal VIVA, RD1 e TV História. As análises, informações exclusivas e matérias sobre bastidores de produções do passado e do presente se estenderam às redes sociais. Agora, me dedico a um espaço próprio, sempre empenhado em levar o melhor do audiovisual aos que me acompanham.

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